Motivos mais nobres para o ensino médio

Machado defende um ensino consciente de sua missão de formar cidadãos

O ensino médio é uma época em que o aluno praticamente só pensa no vestibular e essa é mais uma das distorções que assolam a educação no País. Claro que entrar na universidade é importante, mas a necessidade de adquirir conhecimento para a vida, tão nobre quanto alçar o ensino superior, chega a ficar esquecida pelo aluno e seus pais.

“O telos [objetivo] do Ensino Médio deve ser uma formação pessoal densa, que equilibre capacidades de expressão de si e de compreensão do outro”, afirma o professor da faculdade de educação da USP Nílson José Machado, que reflete sobre essa e outras questões relacionadas ao exercício da cidadania no livro ‘Educação: microensaios em mil toques’, que chega ao terceiro volume.

Em formato pequeno, o livro reúne 64 textos que abordam também questões de filosofia, ética, política, linguagem, literatura, enfim, temas relacionados a humanidades, que podem contribuir para o conhecimento do leitor em busca de mais compreensão de seu papel na sociedade.

A maioria das ideias compiladas por Machado teve origem em encontros semanais realizados desde 1997 na Cidade Universitária. Esses seminários são voltados para temas amplos sobre educação, livres de avaliação e abertos ao público.

A publicação tem um caráter lúdico para demarcar na forma o exercício do livre pensar de suas ideias. Além dos mil toques, o autor adotou um gráfico de tabuleiro de jogo, que sempre fica na página à esquerda, indicando os números dos outros textos que estão relacionados ao tema em questão.

O ensino com uma abordagem mais consciente é urgente para que a sociedade brasileira avance na conquista de um País mais justo. O educador da Unicamp Rubem Alves deu uma entrevista para a revista Cult deste mês, em que também reclama do problema: “Os pais são os maiores inimigos da educação porque não sabem o que ela é. Acham que é preparar para os exames. E aí você elimina a poesia, as artes, tudo aquilo que faz parte da verdadeira educação, mas que é eliminado pelos próprios exames”.

Educação: microensaios em mil toques – vol. III,

Nílson José Machado, editora Escrituras, SP, 2011, 144 págs., R$ 14,90

Democracia corintiana nas livrarias

A editora Boitempo relança na próxima quarta-feira o livro ‘Democracia corintiana: a utopia em jogo’, de autoria do ex-jogador Sócrates, que faleceu no dia 4 de dezembro, e do jornalista Ricardo Gozzi. O livro, ilustrado com fotos de Sócrates e da equipe, relata a experiência dos jogadores no início dos anos 80, quando as decisões do clube passaram a ser respaldadas por eleições. Sócrates foi um dos líderes do movimento. A edição original, que está esgotada, foi lançada em 2002. A versão em e-book da nova edição já está disponível.

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