Laerte Coutinho é homenageado na Balada Literária

Laerte – Personagem de si mesmo provoca discussão sobre identidade de gênero

Laerte – Personagem de si mesmo provoca discussão sobre identidade de gênero (Foto: B.Literária)

Na próxima semana, de quarta-feira, dia 20, a domingo, 24, São Paulo vai respirar literatura com a realização da oitava edição da Balada Literária, que é promovida pelo escritor pernambucano Marcelino Freire. Neste ano, a balada vai homenagear o quadrinista Laerte Coutinho, cuja presença na programação atrairá outros profissionais do gênero no País.

De acordo com a agenda da Balada, Laerte estará em evidência em dois momentos. No dia 21, às 11h, na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915, Pinheiros), ele participará da mesa de abertura em conversa com o escritor Joca Reiners Terron. A sessão contará também com Angeli e os escritores João Silvério Trevisan e Sérgio Gomes.

Já no domingo, o quadrinista participará do evento “Q Balada”, que será realizado no

Centro cultural B_Arco (rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros) a partir das 14h30 e será marcado por uma disputa entre vários quadrinistas com a coordenação de Raffa Coutinho, filho do cartunista. Detalhe: a programação da Balada é sempre gratuita.

Se você pretende acompanhar a Balada e não conhece a obra de Laerte, vale dar uma olhada na Internet antes de seguir o evento. O site oficial do cartunista (http://www2.uol.com.br/laerte/) apresenta as tiras publicadas nos jornais e a relação de livros lançados. Uma série que foi famosa e está organizada em três volumes é “Piratas do Tietê”, que originalmente surgiu em 1983 na revista Chiclete com Banana. As tiras trazem personagens sarcásticos, colocando em evidência a relação da cidade com o rio que até hoje permanece como um canal de esgoto a céu aberto.

Nas livrarias, o leitor vai encontrar também “Deus segundo Laerte”, com desenhos que criam uma figura humanizada de Deus para no final das contas falar com humor da natureza humana. Os artistas, e Laerte não é uma exceção, tocam por vezes em aspectos inconscientes no leitor e o movimento de trazer esse conhecimento à tona pode provocar alguma reflexão.

Desde que se assumiu como bissexual vestindo-se com roupas femininas, Laerte chama a atenção para o aspecto meramente convencional das identidades dos gêneros masculino e feminino. É como se ele estivesse lembrando que o que temos de ambíguo na personalidade fosse mais verdadeiro do que as convenções impressas pela aparência.

Em entrevista no programa da Marília Gabriela (SBT), ele rejeitou o que chamou de “necessidade de congruência” entre identidade e orientação sexual que, como destacou, são coisas distintas. Um homem que gosta de se vestir como mulher não precisa necessariamente transar com homens, como costuma desejar o nosso preconceito.

Mais informações: www.baladaliteraria.com.br

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