A guerra da informação na Operação Satiagraha

Protógenes – Ponto de vista de quem investigou a corrupção (Foto: Divulgação)

Protógenes – Ponto de vista de quem investigou a corrupção (Foto: Divulgação)

A guerra da informação em torno dos escândalos que envolvem os nomes do banqueiro Daniel Dantas e do grupo Opportunity tem mais um episódio nesta terça-feira, 11, com o lançamento do livro ‘Operação Satiagraha’ (editora Universo dos Livros), de autoria de Protógenes Queiroz, delegado de Polícia Federal que durante um ano e meio comandou as investigações até ser afastado, e atualmente é deputado federal pelo PC do B.

A operação tornou-se uma das mais controversas da PF porque arranha interesses do setor financeiro com a investigação de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e desvio de verbas públicas, comprometendo a imagem do banqueiro, que teve uma atuação forte de sua assessoria jurídica e muita influência sobre figuras emblemáticas da Justiça, como o ministro Gilmar Mendes, para reverter o jogo e transformar acusadores em acusados, ganhando com sua defesa ampla repercussão na mídia.

Por conta de as investigações ainda não estarem concluídas, Protógenes troca os nomes das pessoas e das empresas envolvidas: “Estou sempre vigiado, mas nunca estou sozinho. Pertenço a um sistema que está ativo. É aquilo: uma vez integrante da área de inteligência, você nunca sai. Não lhe é permitido sair. Você pode ficar adormecido, mas excluído, nunca. Assim como o Morcegão não dorme, eu também não durmo”, comenta.

No mês passado, outro livro sobre o assunto, ‘Operação banqueiro’ (Geração Editorial), que teve sua primeira reimpressão porque estava esgotado, foi objeto de uma investida dos advogados de Dantas, que acusam o autor, o jornalista Rubens Valente, de utilizar fontes ilícitas. Para escrever o livro, Valente reuniu cópias dos processos judiciais e administrativos, além de ter ouvido cerca de 8 mil ligações telefônicas, registradas com autorização da Justiça durante a investigação da PF.

Pelo texto de Valente o leitor vê como a guerra da informação acaba se sobrepondo à verdade. “O volume de informações incorretas, incompletas ou deliberadamente mentirosas publicado desde 2008 em diversos meios sobre o assunto parece evidenciar a estratégia de criação de um estado de confusão permanente que passa pela imprensa e pelo Congresso e chega ao judiciário, sufocando fatos e distorcendo evidências”, afirma Valente.

 

Hitchcock em cordel

O escritor Janduhi Dantas, de Patos (PB), adaptou para a linguagem do cordel a história de ‘Psicose’, obra clássica do cinema, dirigida por Alfred Hitchcock (1899-1980), o mestre do suspense. Quem já assistiu ao filme vai resgatar da memória imagens das cenas ao ler o texto de Dantas, publicado com o título ‘A história da mulher que roubou pra se casar’. A métrica do cordel em nenhum momento é dificuldade para que Dantas recrie a história, seguindo um percurso fiel ao roteiro original. Para obter um exemplar, entre em contato com o escritor: jdantasn@yahoo.com.br.

 

 

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