Coisa de velho

Raridade encontrar o Velho Marinheiro, nosso Lobo do Mar, caçador implacável do bicho de pé inexistente, assim: caído.

Naquele dia, ele estava:

— Estou velho, Mafalda. Sinto dores: aqui, acolá e alhures. Com os demônios. Dores me incomodam, mas não me matam. O que mata esse seu amor de décadas, de uma vida inteira, é…

— É o que, homem de Deus?

— Essa comoção besta que, por isso ou por aquilo, me faz verter lágrimas. À toa.

— Isso há de passar, meu velho.

— Que passa, sei. Por via das dúvidas, vou tomar uma lapada. E meter pau no governo.

 

Orlando Silveira orlandosilveira@uol.com.brorlando3

Blog: http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/

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