Deolinda na Copa

E lá vinha ela como sempre, cheia de graça, lascívia em pessoa, short bem curtinho e branco, camiseta do Brasil amarrada acima da cintura, bonezinho, umbigo de fora, salto alto. Pra realçar as ancas. Descendo a ladeira como quem vai para o abate, com a satisfação de quem adora ser abatida – e abater.

Deolinda, Deolinda. Sonho de consumo dos machos de Vila Invernada.

No Bar do Carneiro, a turma de sempre esquentava os tamborins. Ninguém é de ferro. Tempos de Copa. Alguém avisou:

— Olha a Deolinda, gente!

Tacos repousaram sobre o pano verde. O baralho foi deixado de lado. Até quem nunca bebeu, bebeu. A porta do bar ficou entupida de admiradores. Alguém disse nunca ter visto duas “brazucas” daquelas ameaçando desertar da blusa colada e do sutiã três números a menos. Outro não deixou de registrar a beleza da “caxirola” de Deolinda. Mas a palavra definitiva veio de quem menos se esperava – do sempre acanhado Carneiro, dono da espelunca:

— Nada se iguala ao “fuleco” de Deolinda, nada!

 

Orlando Silveira orlandosilveira@uol.com.brorlando3

Blog: http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/

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