Amor desde o princípio

Monalisa, Renato e o pequeno Leonas – Parto como momento mágico (foto: Anna Amorim)

Monalisa, Renato e o pequeno Leonas – Parto como momento mágico (foto: Anna Amorim)

“Leonas é um bebê de quatro meses muito tranquilo, acima da média”, afirma a mãe, a ex-estudante de naturologia Monalisa Di Giovanni Rakauskas, com a autoridade de quem está criando o terceiro filho. O ar sereno de Leonas, que no colo da mãe exibe inocentemente seus dois primeiros dentes inferiores, é apenas a primeira constatação dos benefícios que a escolha pelo parto natural proporcionará ao garoto ao longo da vida.

Mas enquanto Leonas cresce e se desenvolve a partir da experiência de ter recebido carinho dos pais desde o primeiro segundo de sua existência, o que certamente é um privilégio, o parto no Brasil não vai bem. E não é por carência de recursos, como hospitais, mas por falta de informação.

Os nascimentos por cesariana produzem índices alarmantes e expõe mãe e bebê aos riscos pertinentes a toda cirurgia. Os dados mais recentes, de uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada em maio, são de que essa prática cirúrgica domina 52% dos nascimentos, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 15%, justamente para atender os casos mais complicados. Na medicina privada, a prática chega a 88% dos nascimentos, número que comprova que a visão do parto como “ato cirúrgico” prevalece sobre a medicina humanizada.

Monalisa conta que já no início do pré-natal o médico indicava a cesariana, quando ela manifestou o desejo do parto natural. Desejo, aliás, comum a quase 70% das mulheres no início da gravidez, atesta também a pesquisa da Fiocruz. “Mas você aguenta a bronca”, perguntou o médico em referência à dor. “Ele também disse que o parto natural não era elegante”, afirma Monalisa, que já no princípio desconfiou de que, seguindo a lógica do médico, iria passar pela cesariana em maternidade com serviço de hotel, com dia e hora marcada para a “operação”, situação que coloca o nascimento em uma linha de produção e sustenta o mito de que o parto é apenas um ato de dor.

Pesquisando sobre o assunto, Monalisa e o marido, o engenheiro Renato Campos Rakauskas, decidiram não apenas pelo parto natural, mas por ter Leonas em casa, com a assistência de obstetrizes, em instalações à escolha da mãe, que preferiu montar uma piscina de água morna para receber o filho no ambiente o mais confortável possível. Renato fala com orgulho da opção feita e diz que em nenhum momento perdeu de vista que o casal chamava para si a responsabilidade pelo parto. “O que mais me motivou foi a possibilidade de participar desse momento”, afirma Renato. Monalisa, por sua vez, diz que guarda as mais doces memórias da experiência, e nem sequer lembra das dores.

 

Saiba mais sobre parto natural

 

Pesquisa da Fiocruz sobre números de cesarianas no país:

http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/pesquisa-revela-numero-excessivo-de-cesarianas-no-pais

 

Brasil tem a maior taxa de cesarianas do mundo:

http://www.epochtimes.com.br/brasil-tem-maior-taxa-de-cesariana-do-mundo-segundo-unicef/#.U43iw3JdXfQ

 

Filme ‘O renascimento do parto”:

http://orenascimentodoparto.com.br/

 

Livro ‘O renascimento do parto’, de Michel Odent:

http://www.estantevirtual.com.br/qtit/o-renascimento-do-parto

 

Livro ‘Parto com amor’, de Luciana Benatti:

http://www.estantevirtual.com.br/qtit/parto-com-amor

 

Livro ‘Parto normal ou cesarea?’, de Ana Cristina Duarte e Simone Grilo Diniz:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=786258&termo=ana%20cristina%20duarte

 

 

 

Um pensamento sobre “Amor desde o princípio

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